Ciúme. Você precisa saber evitar
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Sentir ciúme é mais comum do que sentir fome. Saber lidar com isso é que é o Benedito
Eu fui uma mulher ciumenta. Muito. A possibilidade de ser traÃda me deixava sem ar e me tirava o chão. O motivo? Gostar de quem não gostava de mim e me fazia mal. A razão? Masoquismo.Se você dá muita bola para quem não está assim tão a fim da sua companhia, acaba mergulhada em um mar de cobranças, insegurança, medo e muita, muita frustração.
Aos 30 anos de idade eu ainda me comportava como adolescente e me relacionava sempre de um modo bastante ansioso. Claro que sempre acabava em ciúme. Hoje, mesmo atuando em um mercado bastante competitivo (hehehehe parece piada, mas tem gente capaz de tudo para casar com um europeu), eu me sinto tranquila e meu comportamento mudou consideravelmente. Um dia desses uma moça, cujo namorado nos conhece, ligou aqui em casa. Meu marido me passou o telefone, mas ela fez questão de me dizer que tinha ligado apenas para desejar um bom dia a ele.
O que eu fiz? Agradeci,ora. Não é todo dia que alguém liga apenas para dar bom dia ao marido de outra pessoa, não é mesmo?E quem precisa fazer isso, deve estar realmente numa situação emocional menos confortável do que a minha. Alô????!!! Eu dou bom dia a ele todas as manhãs. E nem preciso telefonar.
Ciúme segundo ele
Eu tenho ciúmes, sim. Aliás, não sei quem inventou que norueguês não sente ciúme. As mulheres estrangeiras são muito cobiçadas aqui. O que me faz prestar muita atenção no que acontece em volta. Mas meu ciúme tem remédio: o carinho e o respeito sinceros que a minha mulher sente por mim. Basta lembrar da forma como ela, apesar da ironia que lhe é peculiar, tem se dedicado a aprender não apenas o idioma, mas uma cultura muitas vezes totalmente oposta à dela, apenas para convivermos melhor.
Ela não precisa viver na Noruega (hehehehe quem precisa?). Com a inteligência e o despreendimento que tem, viveria em qualquer lugar do mundo. Mas tem se saÃdo bem aqui ao meu lado.Morro de ciúme quando entramos em um lugar público e percebo que os homens a olham com a mesma curiosidade que as mulheres olham as vitrines de lojas de marcas famosas. Nessas horas lembro dela me dando bom dia e dizendo que vai preparar um café da manhã sem graça,do jeito que os noruegueses gostam.Depois diss,  ela olha a janela, me entrega um belo sorriso e diz: Neve em abril? Amor, ninguém merece esse seu paÃs. O ciúme sempre passa. Afinal, quem sou eu para tolher a força da natureza brasileira?
Xuxa Cavalcanti e Tore Holmberg são colunistas e moram na Noruega. Ela é brasileira. Ele é norueguês.
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(2 voto's )


agosto 8th, 2008 at 22:41
Adorei o assunto, eu não sou ciumenta, não me lembro de ter sido. Mas sei que quando eu sinto alguma pulguinha atrás da orelha, já não é ciúme, é intuição. Tive algumas experiencias desagradáveis, mas não mudei por elas. Continuo achando que quem ama deixa livre, e ciúmes tem mais a ver com insegurança do que com amor.