Substrato Casca de Arroz > semi-carbonizada

Alessandra Quedi 26 de junho de 2008 0

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Algumas publicações de revistas brasileiras têm trazido a novidade do uso de CASCA DE ARROZ semi-carbonizada, no plantio de orquídeas epífitas e mesmo terrestres usando-a como substrato único ou misturado com outros tipos de substratos  como côco desfibrado. Informa-se que a palha de arroz é rica em sílica e na forma semi-carbonizada tem maior durabilidade, resistente a fungos e por não compactar-se facilmente, permite boa aeração para as raízes de nossas orquídeas.

Decidi hoje (15 de junho de 2008), domingo pela manhã, iniciar estudos com ela. Para isso usei do meu velho torrador de café formato bola, meu fogão à lenha, transformando um pouco de palha de arroz seca em carbonizada. Para quem não sabe sou “rurar que dói, sô du céu!”, gosto de torrar meu café, moê-lo pela manhã no moinho “Mimoso” e esquentar a água na chaleira esmaltada no fogão à lenha tipo gaúcho que tenho na varanda.

Para não passar do ponto a carbonização tive o cuidado de volta e meia abrir a tampa do torrador pra ver como estava…quando começou a fumegar e ficar amarronzada escuro, retirei e reservei.

Usando de mudas de Dendrobium nobile e de Xilobium, fiz o passo-a-passo que se segue, usando dos vasos reciclados de garrafa pet, para facilitar o acompanhamento do desenvolvimento radicular e observação do novo substrato.

A cada 20 dias estarei publicando aqui desenvolvimento do estudo dividindo com os amigos orquidófilos visitantes o resultado, e em sendo positivo, usarmos no plantio de nossas orquídeas, já que a palha de arroz é facilmente encontrada em várias cidades do Brasil e praticamente gratuita em máquinas ou empresas de beneficiamento de arroz. Então vamos lá:

1. Precisarei de mudas da orquídea que desejar replantar, vasos de garrafa pet (veja artigo do site ensinando como confeccioná-lo), varetas de bambú (dessas de churrasquinho que compramos em pacotes em supermercados, tem uma ruim que não é bambú, não recomendo) para o tutoramento das mudas, pedaço de fio de cobre fino encapado flexível, eu uso desses coloridos de telefonia; cacos de telha plan ou brita pequena e palha de arroz carbonizada.

2. Vou molhar os cacos de telha e a palha de arroz já carbonizada, apertando o monte desta com a mão para retirar o excesso de água.


3. Em seguida coloco no fundo dos vasos plásticos um pouco de cacos de telha ou de brita. Use o que for mais fácil e você tiver em casa. Ou uma mistura dos dois, podendo inclusive acrescentar pedaços pequenos de carvão de churrasco.


4. Colocarei depois uma camada de palha de arroz carbonizada, enfiando no meio uma vareta de bambú para o tutoramento da muda que vamos colocar logo em seguida;


5. Fixarei a muda junto da vareta de bambú com o pedaço de fio de cobre encapado (em casas de embalagem encontramos diversos tipos desse fio, chatos, lisos, duplos, e em cores variadas, para lacrar algumas embalagens de doce e vendidos em maços).


6. Em seguida terminarei de cobrir as raízes, jogando naturalmente a palha de arroz carbonizada por cima, sem apertar, evitando colocar em demasia, apenas o bastante para cobrir as raízes deixando os pseudobulbos livres.


7. Pronto! Devidamente agasalhadas as raizes nesse novo substrato, disporemos os vasos no nosso orquidário, ou varanda, ou dependurado naquela árvore frutífera do quintal, mantendo as regas naturalmente e em quantidade de acordo com a região que morarmos, se muito seca e quente, mais regas, se região temperada ou mais fria e com muita umidade ambiente, menos rega, nesse caso não existe fórmula certa, cada orquidófilo deve estar atento às variações climaticas de onde morar e dosar as regas. Evitarei qualquer adubação das novas mudas até que as mesmas estejam totalmente adaptadas e com bom desenvolvimento das raízes para proceder a qualquer adubação. Esta regra é básica para qualquer replantio de mudas de orquídeas, qualquer que seja o substrato.

Convido nossos orquidófilos a participarem dessa experiência. Se você já vem usando desse método, deixe seu comentário com os resultados que tem tido usando palha de arroz carbonizada.

A torrefação da palha pode ser feita em panela grande ou tacho, o torrador de café é melhor porque é econômico e agiliza a carbonização!

Aos demais que ainda não tentaram a experiência que agora estou praticando, sugiro que o façam onde estejam…na troca de informações dos resultados obtidos estaremos aprimorando a “qualidade de vida de nossas orquídeas”. Sei que o resultado em região praiana poderá não ser o mesmo de quem morar no interior do Mato Grosso, etc.

ATENÇÃO: Nunca use a palha de arroz crua, na sua forma sem torrar, no contato com a água ela entra em processo de decomposição com fungos, liberando calor, que podem apodrecer as raizes e pseudobulbos.

Fonte: www.orquidariocuiaba.com.br
Execução: José Luiz

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