A importância da cutícula

Alessandra Quedi 21 de maio de 2013 0
A importância da cutícula

Um dos motivos que levam inúmeras mulheres toda semana aos salões de beleza é o incômodo com o crescimento das cutículas e sua ansiedade para tirá-las e ter as unhas bem feitas. O que muitas pessoas desconhecem é a importância desta para a saúde ao atuar como camada de proteção. Mas antes vamos entender sua estrutura: “A unidade ungueal é composta pela dobra ungueal proximal, uma extensão da pele dos dedos que forma uma dobra que se estende superficialmente em relação à matriz da unha. A cutícula é a camada córnea da dobra ungueal proximal, ficando aderida à unha e serve para proteger a matriz. Na falta dela, é frequente ocorrer inflamações na região”, esclarece a Dra. Maria Paula Del Nero, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Academia Americana de Dermatologia e da International Academy of Cosmetic Dermatology (SP).

Como camadas de tecido liso que tem a função protetora das raízes das unhas, a ausência das cutículas faz com que a pele da região do dedo se fragilize. Segundo Maria Helena Soares (SP), manicure há mais de 40 anos e que recentemente lançou sua própria marca de esmaltes – Maria Helena Misturinhas Limitadas, ao retirar as cutículas, esta passa ser menos eficaz no seu trabalho de manter os vírus e outros micróbios longes da corrente sanguínea, deixando a pessoa totalmente exposta a bactérias e inflamações. “Mesmo este sendo o fator essencial da minha profissão, acredito muito no tratamento e na higienização das unhas, por isso, não acho necessária a retirada total da cutícula. Às vezes existe um excesso que precisa ser retirado, com muito cuidado, deixando a unha mais limpa e certamente mais bonita para esmaltar”, acredita.

Quando perguntamos sobre os problemas que podem surgir com a retirada das cutículas, a Dra. Maria Paula é clara: “A remoção das cutículas pode levar a infecções nas unhas, que podem causar até a perda definitiva da mesma. As unhas não são muito suscetíveis às infecções por fungos, mas podem ocorrer com grande facilidade quando estão danificadas por traumas ou até mesmo por manipulações da unha e da cutícula. Alergias, doenças bacterianas, fúngicas (onicomicose), virais (verrugas) e hepatites B e C podem ser contraídas pelas unhas. Quando o material é esterilizado adequadamente, evita-se a contaminação ou transmissão destas, porém, com a retirada da cutícula, ficamos mais expostas a um possível contágio no dia a dia”, afirma.

Afinal, tirar ou não as cutículas? Para a Dra. Ana Célia Xavier, dermatologista do Hospital São Camilo (SP), por se tratar de uma estrutura protetora, o mais adequado é não retirá-la por completo, ou seja, somente parte desta, o excesso que gera incômodo. “Empurre-as com uma espátula de forma delicada para não machucá-las. Para manter as cutículas sempre com boa aparência, recomendo o uso de ceras ou hidratantes próprios para essa finalidade”, orienta a médica. A podóloga Dina Souza do Studio de Beleza Sonia Nesi (RJ) também recomenda o uso de complexos redutores de cutículas que empurram a cutícula sem retirá-la, além de protegê-la, hidratá-la e reduzir sua espessura. A manicure Maria Helena finaliza ressaltando a importância da hidratação nas mãos: “Hidratar as mãos sempre que possível é fundamental. A cada dois dias, aplique um hidratante específico para cutículas, quere tardam seu crescimento e nutrem com tanta eficiência que parece que foi retirada”.

Fonte: Corpoacorpo

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