Compreender a doença – Diabetes

Alessandra Quedi 19 de junho de 2008 5
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Ser diabético implica saber o que é a diabetes, as suas consequências e o que fazer para ser mais fácil viver com a doença. Quando não con­trolada surgem complicações que é sempre possível prevenir. Também é preciso que os doentes se comprometam com a sua saúde.
A diabetes é uma doença crónica que aparece quando o organismo não consegue utilizar a sua principal fonte de energia – a glucose – um açúcar produzido pelo fígado, mas também fornecido pela alimentação.
Para a glucose penetrar nas células é preciso insulina, uma hormona produ­zida pelo pâncreas, que vai transformar a glucose em energia. Quando há falta de insulina ou quando o organismo é resistente à sua acção, a gluco­se acumula-se no sangue. Surge então a diabetes.
São dois os tipos principais de diabetes:
Diabetes tipo 1 – Ocorre quando o organismo não produz insulina, surge quase sempre antes dos 30 anos. O tratamento requer sempre a adminis­tração de insulina, a par de uma alimentação adequada e exercício físico;
Diabetes tipo 2 – Ocorre quando a insulina produzida é insuficiente ou quando não é eficaz. Aparece, normalmente, após os 30 anos, podendo ser controlada com uma alimentação adequada, exercício físico regular e, se necessário, medicamentos. Corresponde à maioria dos casos;
Quando a glucose no sangue – glicemia – ultrapassa os valores normais, podem surgir alguns sinais e sintomas. Nem todas as pessoas os sentem, mas os mais comuns são:
Ter muita sede;
Urinar com mais frequência;
Ter muita fome;
Cansaço invulgar;
Perder peso rapidamente;
Dificuldade progressiva em ver;
Dificuldade em sarar feridas;
Infecções frequentes (como, por exemplo, infecções urinárias e vaginais).

Isolados ou em conjunto, estes sinais fazem suspeitar de diabetes. Uma dúvi­da que se esclarece com uma medição da glicemia. Os valores normais de glicemia são:
Menos de 110 mg/dl em jejum;
Menos de 140 mg/dl duas horas após as refeições.
Medir a glicemia é essencial, pois pode-se ter diabetes e não sentir nada.
Qualquer pessoa pode ter diabetes, mas tem maior risco se:
Tiver excesso de peso ou obesidade;
Antecedentes familiares de diabetes;
Não praticar actividade física regular;
For hipertenso;
For mulher e tiver tido diabetes na gravidez ou um filho com quatro ou mais quilos à nascença.
Por enquanto a diabetes não tem cura. Mas é possível controlá-la e viver com qualidade apesar da doença. Controlar a doença significa prevenir as suas complicações.
As principais complicações da diabetes são:
Cegueira;
Doença cardíaca;
Problemas circulatórios;
Problemas renais;
Alteração da sensibilidade nos pés;
Como controlar a doença
A diabetes é uma doença que permite uma vida saudável, activa e autóno­ma. Consegui-lo, implica manter os valores de glicemia tão próximos dos recomendados quanto possível.
Para a maioria das pessoas com diabetes recomenda-se os seguintes valo­res de glicemia:
Jejum e/ou antes das refeições) entre 80 – 120 mg/dl 1 a 2 horas após as refeições) até 160 mg/dl. Quanto aos valores de glicemia capilar plasmática pergunte ao seu médico quais os valores mais indicados para si. Controlar a diabetes exige um compromisso individual com a saúde, que passa sobretudo pela alteração de comportamentos, adequando-os a uma vida saudável.
Assim, é importante:
Ter uma alimentação saudável;
Praticar exercício físico regularmente;
Tomar correctamente os medicamentos;
Vigiar o peso, a glicemia, a pressão arterial, o colesterol e os triglicerídeos;
Não fumar.
A importância de uma boa alimentação: as escolhas correctas
O que se come está directamente ligado à quantidade de açúcar no san­gue. Por isso, fazer as escolhas correctas ajuda a manter a glicemia contro­lada:
Faça uma alimentação variada – inclua todos os alimentos na sua alimen­tação pois cada um apresenta benefícios próprios para o organismo;
Evite alimentos açucarados;

Coma pelo menos seis vezes ao dia – comer várias vezes ao dia não faz subir muito o açúcar no sangue e evita que ele desça para valores abaixo dos reco­mendados (hipoglicemia);
Durante a noite, não esteja mais de 7 a 8 horas em jejum;
Coma devagar e mastigue bem os alimentos;
Privilegie os hidratos de carbono (farináceos) – principal fonte de energia do organismo, devem integrar todas as refeições, em pequenas porções de cada vez. Encontram-se em muitos alimentos: massa, arroz, leguminosas (grão, feijão, ervilhas, favas), batata, pão (mistura ou integral), mas tam­bém no leite e na fruta;
Modere o consumo de proteínas animais – são fornecidas sobretudo pela carne, peixe, ovos e leite. Mas também pelas leguminosas secas (grão, feijão, lentilhas) e pelos cereais. Pode comer-se qualquer tipo de carne ou peixe, mas 120 gramas por dose são suficientes. Beba, pelo menos, meio litro de leite por dia, de preferência meio-gordo ou magro; Inclua legumes em todas as refeições – são boas fontes de fibras, vitami­nas e sais minerais. As fibras contribuem para o bom funcionamento dos intestinos, para que os açucares sejam absorvidos mais lentamente, o que ajuda a controlar a glicemia, e para reduzir o colesterol; Lembre-se de comer fruta – rica em vitaminas e fibras, coma 2 a 3 peças de fruta por dia, podendo comê-las no intervalo das refeições. Prefira comer a fruta em vez de sumo pois este perde muitas das vitaminas e fibras;
Reduza a ingestão de gorduras – evite o consumo de produtos de charcu­taria, salgados, bolos, fritos, chocolates, queijos, entre outros. Para cozi­nhar e temperar, utilize apenas a gordura indispensável (azeite de prefe­rência) e opte pelos cozidos, grelhados e estufados, em vez dos fritos e refogados;
Evite o açúcar, o mel, os refrigerantes e os alimentos açucarados (bolos, doces, chocolates, etc.) – fonte de energia, mas não de nutrientes, o açú­car deve ser consumido com muita moderação, pois, em excesso, é causa de dia­betes, obesidade, doença cardiovascular e cáries; Corte no sal – o sal ameaça a saúde do coração e vasos sanguíneos devendo ser limitado a cinco gramas diários;
Evite as bebidas alcoólicas – salvo con­tra-indicação médica, um diabético pode beber um copo de vinho numa das refei­ções mas deve abster­ se de “bebidas bran­cas” (whisky, aguardente ou licores);
Beba água – pelo menos 1,5 litros por dia. Beba mesmo sem sede. Pode substituir a água por chá sem açúcar.
A importância do exercício físico

O exercício físico é também uma medida que permite o controlo da diabe­tes e a prevenção das suas complicações, devendo integrar o compromisso do diabético com a sua saúde. Iniciar ou reforçar a prática de actividade física, combatendo o sedentaris­mo, apresenta diversas vantagens ao nível do bem-estar físico e emocional:

Diminui a glicemia;
Contribui para diminuir a massa gorda, logo ajuda a controlar o peso;
Reduz o risco cardiovascular;
Melhora a oxigenação dos tecidos;
Aumenta a auto-estima;
Melhora o estado geral de saúde.

Não há uma actividade física de eleição para os diabéticos, devendo o tipo de exercício ser escolhido em conjunto com o médico, em função do tipo de diabetes e da presença, ou não, de outros problemas de saúde. Mas, de uma forma geral, os exercícios aeróbicos são adequados: ajudam a respirar melhor e estimulam o funcionamento do coração. Caminhar todos os dias durante, pelo menos, 30 minutos é uma boa alternativa para a maio­ria dos diabéticos. Também pode fazer outro exercício como, por exemplo, nadar, dançar ou andar de bicicleta de acordo com as suas possibilidades.
Antes de praticar exercício informe-se junto de um profissional. O exercício físico é um bom aliado dos diabéticos.
Como tirar o melhor proveito dos medicamentos
Nem sempre as medidas relacionadas com o estilo de vida, são suficientes para fazer baixar a glicemia ou mantê-la nos valores recomendados. Pode, então, ser necessário recorrer a medicamentos. Existem dois tipos principais de antidiabéticos:
Orais – sob a forma de comprimidos, são utilizados apenas no tratamento da diabetes tipo 2. Existem diversos grupos, com diferentes acções, que se tomam isoladamente ou em conjunto;
Injectáveis – trata-se de insulina, o único medicamento eficaz na diabetes tipo 1. Todas as pessoas com diabetes tipo 1 necessitam de insulina para sobreviver. Também é utilizada no tratamento da diabetes tipo 2 quando os anti­diabéticos orais não conseguem controlar a glicemia. Estes medicamentos não curam a diabetes, mas permitem controlá-la. Devem, pois, ser tomados sempre de acordo com as indicações do médico, de modo a prevenir as complicações associadas à doença.
Para uma utilização correcta e segura dos medicamentos, que possibilite a melhor eficácia, é importante:
Conhecer os nomes dos medicamentos, dosagens e horas a que os deve tomar;
Ler o folheto informativo que os acompanha;
Verificar os prazos de validade dos mesmos;
Guardar os medicamentos fora do alcance das crianças;
Se estiver grávida ou a amamentar, não pode tomar antidiabéticos orais;
Consultar o seu médico se pensar engravidar;
Se estiver a tomar insulina deve:
Manter a insulina em utilização à temperatura ambiente, ao abrigo da luz e de fontes de calor;
Guardar a insulina de reserva no frigorífico, numa zona afastada do congelador.

Todos os medicamentos podem causar efeitos adversos e os antidiabéticos não são excepção: o mais comum é a hipoglicemia mas também podem ocorrer enjoos, desconforto gástrico e gases. Todos são controláveis: saiba como junto do seu médico ou farmacêutico.
Estes medicamentos visam controlar a diabetes, fazendo baixar a glicemia para os valores definidos pelo médico. Um objectivo que precisa de ser vigia­ do, havendo duas formas de o fazer:
Teste de glicemia – Pode ser feito em jejum, antes de uma refeição ou 1 a 2 horas após as refeições, pelo próprio, em casa ou na farmácia com a ajuda do farmacêutico. Se os valores não forem os recomendados, pode ser necessário adaptar o tratamento;
Hemoglobina glicosilada (HbA 1 c) – Análise ao sangue que dá informação sobre os valores médios de glicemia nos últimos 2 a 3 meses. Níveis bai­xos correspondem a um bom controlo da diabetes, níveis elevados indi­cam um controlo insuficiente e um risco acrescido de complicações.
A importância da autovigilância
Para saber se o tratamento está a resultar e, portanto, se a diabetes está con­trolada, o diabético deve fazer a sua autovigilância, o que envolve vigiar, a glicemia, o peso e a pressão arterial. A autovigilância permite ao diabético avaliar a resposta ao tratamento e, em função dos resultados obtidos, adaptar o seu plano de tratamento. Relativamente à glicemia, é importante saber que todos os diabéticos devem fazer o teste, mas para alguns é obrigatório. Estão nesta situação os doentes que tomam medicamentos hipoglicemian­tes, os que têm dificuldade em reconhecer a hipoglicemia e as grávidas.
A frequência do teste depende do tipo de diabetes e dos medicamentos que se tomam, devendo ser estabelecida pelo médico. Para fazer o teste necessita de material próprio para picar o dedo (lancetas), tiras e um aparelho de medir a glicemia. Existem vários aparelhos, lancetas e tiras. Todos são bons desde que usados de forma correcta:
Leia e siga as instruções do aparelho;
Limpe o aparelho de acordo com as instruções do fabricante;
Observe sempre o prazo de validade das tiras.
Em certas situações pode encontrar no sangue e na urina uma substância chamada acetona, que em excesso pode ser perigosa. Para identificar a sua presença é preciso fazer o teste da acetona na urina – cetonúria – ou no san­gue – cetonemia.
Este teste é feito com mais frequência pelos diabéticos tipo 1, mas qualquer diabético deve fazê-lo se a glicemia for superior a 300 mg/dl, se sentir náu­seas ou vomitar ou se estiver doente. Um peso correcto é indispensável para controlar a diabetes e, de uma forma geral, para ter saúde. Informe-se sobre o peso mais adequado para si e vigie­ o: pese-se sempre à mesma hora, de preferência ao deitar, na mesma balan­ça e com o mesmo tipo de roupa, de preferência depois de urinar.
Manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mm Hg (mercúrio) permite prevenir as complicações da diabetes, pelo que deve ser um objectivo a alcançar pelos diabéticos. No entanto, o seu médico pode definir outros valores, em fun­ção da sua situação específica. Os médicos e os far­macêuticos – constituem a outra face de qualquer plano de controlo e tratamento da diabetes. A sua intervenção deve fazer-se numa dupla perspectiva: a de definição e orientação da terapêutica, e a de reforço dos comportamentos e atitu­des do diabético. O técnico de saúde ajuda-o a vigiar os sinais e sintomas da hiperglicemia, da hipoglicemia e das complicações típicas da diabetes e actuar sobre eles. No caso do farmacêutico alertando para os riscos, aconselhando sobre a melhor forma de os acautelar e, se necessário encaminhando para a consulta médica. No caso do médico, tomando as medidas de diagnóstico e terapêu­tica adequadas.
O diabético deve assumir-se como um interlocutor activo nos seus contactos com os profissionais de saúde: comparecer às consultas de rotina, solicitar a realização de exames de rotina, pedir orientação sobre a terapêutica e os cui­dados de autovigilância, informar-se e aconselhar-se sobre a prevenção das complicações da diabetes e sobre os estilos de vida – estes são gestos que vão contribuir para o controlo da doença.
A importância da prevenção
A diabetes não controlada pode abrir a porta a um vasto conjunto de outros problemas de saúde, ameaçando órgãos, nervos e vasos sanguíneos. Pelo risco associado, o importante é prevenir – o que se consegue respeitan­do o plano de tratamento -, mas também actuar aos pri­meiros sinais. Para isso é preciso saber como pode evo­luir a diabetes e reconhecer os sintomas das complica­ções características da doença.
As complicações da diabetes classificam-se em dois grupos:
1. Complicações Agudas

Uma das mais importantes complicações agudas é a hipoglicemia, situação em que o açúcar no sangue desce para valores abaixo dos recomendados:
Causas – atraso na hora da refeição, comer menos do que o habitual, fazer mais exercício do que o normal, tomar mais medicamentos do que o necessário, entre outras situações; Primeiros sinais – apetite natural repentino e intenso, dor de cabeça, suo­res, perda de força e palidez, tremor interior, excitação, taquicardia (cora­ção a bater a 90, 100 ou mais batimentos por minuto);
Intervenção – Assim que sentir algum dos primeiros sinais de hipoglice­mia tome de imediato 2 pacotes de açúcar ou glucose, de preferência com um copo de água, e espere 2 a 3 minutos. Se não se sentir melhor há que repetir a toma do açúcar. Logo que melhorar deve fazer uma pequena refeição como, por exemplo, uma fatia de pão com um copo de leite ou chá.
Mesmo que não tenha a certeza se está em hipoglicemia deve tomar açúcar. O açúcar não faz mal quando tomado por engano. No entanto, a sua falta é prejudicial ao cérebro.
Sinais mais graves – confusão ligeira e crescente, raciocínio lento e difícil, bocejos repetidos, expressão apática, enjoo e vómitos, mudanças de dis­posição, visão dupla, comportamento descontrolado, convulsões, perda de consciência (coma). Estes sinais podem aparecer nos diabéticos que não reconheceram os primeiros sinais de hipoglicemia e que, por isso, não a trataram de imediato. Nesta situação os diabéticos precisam da ajuda de outras pessoas podendo ter que ser levados para o hospital.
Prevenção – comer várias vezes ao dia, a cada 2 ou 3 horas; ter sempre 2 ou 3 pacotes de açúcar ou de glucose; tomar os medicamentos conforme indicação do médico; medir a glicemia com regularidade.
Em certas situações como, por exemplo, na presença de valores elevados de glicemia, pode aparecer no sangue e na urina uma substância chamada ace­tona que, dependendo da quantidade, pode ser perigosa levando ao coma. A esta complicação aguda da diabetes dá-se o nome de cetoacidose:
Causas – ausência ou escassez de insulina que pode ocorrer quando há infec­ções, stresse, traumatismo ou uma alimentação muito rica em hidratos de car­bono;
Sinais – hálito a maçãs ou frutos, urinar em excesso, perda de apetite, vómi­tos, dores abdominais, dificuldade em respirar e aumento da acetona no sangue e urina;
Tratamento – administrar insulina de acordo com as indicações médicas; aumentar a ingestão de líquidos (sem açúcar e sem cafeína);
Prevenção – passa por controlar a diabetes.
Para saber se tem acetona na urina ou no sangue deve fazer um teste com tiras próprias. Este teste é feito com mais frequência pelas pessoas com dia­betes tipo 1 do que com diabetes tipo 2.
2. Complicações Crónicas
A diabetes é uma doença crónica e algumas das suas complicações também. Olhos, rins, coração e nervos são os órgãos mais vulneráveis quando a glice­mia se mantém sistematicamente elevada. E as consequências podem ser:
Retinopatia – A diabetes não controlada causa danos nos pequenos vasos sanguíneos da retina, a parte do olho que é sensível à luz e que comuni­ca ao cérebro aquilo que se vê. A consequência mais grave de uma reti­nopatia não tratada é a cegueira;
Nefropatia – Os danos ocorrem ao nível dos pequenos vasos sanguíneos dos rins que têm como função remover os produtos residuais do organis­mo. Em consequência, aumenta a ureia no sangue e a albumina na urina. À medida que a nefropatia evolui, o funcionamento dos rins pode ficar comprometido, originando insuficiência renal, que requer tratamento com diálise ou, em casos extremos, um transplante;
Neuropatia – A neuropatia é uma doença nas terminações dos nervos e que pode levar a problemas muito graves. É uma situação que pode pro­gredir lentamente e, por isso, passar despercebida. Os sintomas depen­dem da zona atingida, declarando-se com frequência nas extremidades dos membros (pés e mãos). A perda de sensibilidade pode levar a altera­ção da marcha, mau funcionamento da bexiga, estômago, intestinos e, ainda, disfunção sexual;
Doenças cardiovasculares – O excesso de açúcar no sangue afecta a cir­culação sanguínea a dois níveis: por um lado, acumula-se nas paredes dos pequenos vasos, provocando o seu espessamento e dificultando a irriga­ção dos nervos e, por outro lado, faz aumentar a concentração de subs­tâncias gordas no sangue, entupindo os vasos maiores. Quando há lesões nos grandes vasos, aumenta o risco de doença do coração, de enfarte do miocárdio (ataque cardíaco), de acidente vascular cerebral (trombose), de aterosclerose e hipertensão arterial.
Prevenir estes problemas passa por manter a glicemia nos valores recomen­dados, manter ou, se necessário, perder peso, aumentar a actividade física, controlar a pressão arterial e o colesterol, bem como deixar de fumar – o tabaco altera a sensibilidade à insulina e danifica os vasos sanguíneos, aumentando o risco de doença cardiovascular.

A sensibilidade dos pés dos diabéticos

Os pés dos diabéticos são particularmente vulneráveis, sobretudo quan­do se conjugam alterações ao nível dos nervos e dos vasos sanguíneos. Num “pé diabético” mesmo as lesões mais simples podem piorar rapi­damente e causar complicações graves, pelo que é preciso saber iden­tificar as principais fontes de problemas:

Alterações na pele – com o tempo, a pele pode tornar-se muito seca, descamar e gretar;

Calos e calosidades – são mais comuns nos diabéticos e desenvolvem-se muito depressa, podendo ser causados por problemas nos ossos, pela colocação incorrecta do pé no chão e pelo uso de calçado desajustado; devem ser removidos sob pena de engrossarem, gretarem e darem ori­gem a feridas abertas (úlceras);

Úlceras (feridas abertas) – surgem com mais frequência na sola do pé, junto ao dedo grande e por baixo dele; se não tratadas, podem infectar, causar gangrena e levar à necessidade de amputação;

Má circulação – deve-se ao estreitamento e endurecimento dos vasos san­guíneos que servem as pernas e os pés; tal torna mais difícil lutar contra as infecções e as feridas demoram mais a sarar;

Neuropatia – insensibilidade do pé à dor, ao frio e ao calor, o que favore­ce o aparecimento de lesões. O diabético, por falta de sensibilidade à dor, pode ferir-se ou queimar-se e não sentir nada;

Infecções – muito comuns nos diabéticos, manifestam-se através de alte­rações na cor da pele e unhas, na temperatura e no odor dos pés;

Ao menor sinal de feridas, cortes, bolhas, gretas, zonas avermelhadas, inchaço, entre outras situações, deve pedir de imediato conselho ao seu far­macêutico ou ao seu médico.
Se estes problemas não forem detectados e tratados a tempo podem desencadear lesões irreversíveis que, no extremo, podem culminar na amputação do pé.
Quando se é diabético, com os pés todos os cuidados são poucos:
Observe os pés todos os dias – sem esquecer a sola, o calcanhar e a zona entre os dedos, se necessário com a ajuda de um espelho ou de outra pessoa;
Mantenha uma higiene adequada – lave-os diariamente com água morna e sabão, de preferência antes de se deitar; verifique a temperatura da água antes de colocar os pés; seque-os bem com uma toalha macia e sem esfregar, insistindo entre os dedos: a humidade favorece as micoses da pele e das unhas;

Mantenha a pele macia – aplique um creme hidratante para prevenir a pele seca, mas não entre os dedos;
Corte as unhas correctamente – a direito, deixando os cantos livres para evitar que encravem; utilize um alicate próprio, uma tesoura de bicos redondos ou uma lima de cartão; se tiver as unhas rijas e secas, amoleça­ as antes de as cortar;
Cuide dos calos e calosidades – evite que se desenvolvam com a ajuda de um sabonete pedra-pomes e de um creme hidratante; retire-os com uma lima própria depois de amolecidos; não os corte, pois pode provocar lesões na pele e, com elas, originar uma infecção; não use calicidas; e se tiverem uma zona avermelhada à volta, não tente removê-los – vá ao médico;

Use calçado adequado – macio, confortável e adequado ao tamanho do pé; com­pre ao final do dia e, enquanto forem novos, use-os por curtos períodos, de modo a prevenir o aparecimento de bolhas e de outras lesões; antes de se calçar, verifique se não existem no interior objectos que possam magoar os pés; não use sandálias nem ande descalço;
Use meias macias, de algodão e sem costuras e, de preferência, claras; assim é mais fácil detectar a existência de um ferimento;
Aqueça os pés mas com cuidado – com meias de lã, nunca com sacos de água quente, escalfetas ou aquecedores; mantenha os pés longe de larei­ras dado o risco de se queimar e não sentir dor;

Em nome da circulação sanguínea, há outros dois gestos essenciais – prati­car exercício físico e não fumar. Os seus pés agradecem!

Fonte: Site StreS’sNet

5 Comentários »

  1. nucia 5 de março de 2009 at 22:40 - Responder

    adorei ler sobre a diabetes,tenho um amiogo q tem e gostaria de receber mais informações bjss obrigado.

  2. iandra 20 de outubro de 2008 at 09:38 - Responder

    E agora eu aprendi a me da com a doença não e um bicho de7 cabeça é so te cuidado com a pessoa, meu nome é :iandra e tenho 10 anos

  3. iandra 20 de outubro de 2008 at 09:32 - Responder

    Ola minha mae esta com diabetes e estou psssando por uma situação assim e foi um choque quando ela e nos descubrimos doemça del.meu nome é:iandra

  4. Pablo José Corrêa de Jesus 4 de setembro de 2008 at 19:06 - Responder

    Oi……

  5. SHEILA ARRUDA 31 de agosto de 2008 at 09:06 - Responder

    PARABENS, É UMMATERIAL INTERESSANTE NÃO APENAS NO QUE SE REFERE AO CONTEÚDO MAS A FORMA BEM DIRETA E BASTANTE ILUSTRATIVA E ATRATIVA.
    GOSTARIA DE RECEBER NOVIDADES DA ÁREA.

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