Três estilos de Feng Shui

Alessandra Quedi 31 de janeiro de 2012 0
Três estilos de Feng Shui

Que o feng shui é capaz de harmonizar qualquer ambiente, você já sabe. Mas sabia que não existe uma única corrente dessa tradição oriental? Conheça, a seguir, os três estilos principais.

Quadros, vasos, cores das paredes, janelas dispostas de maneira a permitir a entrada de luz natural. Você já percebeu a diferença que simples detalhes podem proporcionar a um ambiente? Cuidados com a decoração transmitem, por exemplo, sensação de aconchego ou de tranqüilidade. Porém, os efeitos positivos não param por aí. De acordo com o feng shui – estudo oriental de harmonização de ambientes – móveis, utensílios e objetos bem posicionados podem melhorar efetivamente a vida de quem mantém algum tipo de relação com aquele espaço.

Estruturado há mais de quatro mil anos, o feng shui defende o equilíbrio entre o meio ambiente e o homem. Feng significa “vento” e indica que uma energia vital e invisível como ele circula pelo local. Shui quer dizer “água” e mostra que tal vibração pode circular como um rio ou estacionar como um lago. Os mestres chineses denominaram essa energia vital como chi. Portanto, o objetivo do feng shui é orientar o fluxo do chi, presente em cada área natural, terreno ou casa.

Ainda de acordo com a sabedoria chinesa, para que o fluxo do chi não seja comprometido e dê margem à vibração contrária, sha – a energia estagnada que gera discórdia e frustração –, é preciso dinamizá-lo e fazê-lo fluir livremente com base nos princípios milenares do feng shui.

Se você ficou empolgado com a idéia de trazer equilíbrio aos seus ambientes preferidos, vai descobrir agora que existem diversas maneiras de colocá-la em prática. O estudo oriental conta com três grandes escolas que utilizam diferentes ferramentas para harmonizar os espaços. A seguir, você vai conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

 A Escola da Forma

A Escola da Forma é a linha mais antiga do feng shui. Ao observarem a natureza, os sábios chineses perceberam que podiam reduzir os cinco elementos em cinco formas principais e os associaram a símbolos. Assim, o triângulo representa o fogo, pois suas chamas têm forma triangular; o cilindro é o emblema da madeira, pois se parece com o tronco de uma árvore; a estabilidade do quadrado representa a terra; as formas onduladas remetem à água; por fim, o círculo refere-se ao metal.

Depois disso, relacionaram cada elemento a uma cor, uma estação do ano, um animal e um ponto cardeal, como indica o quadro abaixo.

Nesta escola, os consultores levam em consideração o relevo ao redor da casa para estipular uma maneira de fazer com que o chi possa fluir melhor. Após analisar toda a topografia do terreno vazio, associa-se cada ponto cardeal aos seus respectivos animais, cores, estações e direções. Ou seja, essa técnica só pode ser aplicada antes da construção.

A Escola da Bússola

Segundo a tradição chinesa, as construções devem obedecer às direções dos pontos cardeais e as características geográficas do terreno, como foi visto na Escola da Forma. No entanto, com a mudança do homem do meio rural para o meio urbano, é difícil aplicar tais conceitos às cidades modernas. Assim, o feng shui adequou suas orientações e fez as correções necessárias, definindo a identificação a partir do norte da casa.

A Escola da Bússola tem como ferramenta o Lo Pan, uma bússola magnética rodeada por um disco que contém os pontos cardeais, o ba-guá, o quadrado mágico Lo Shu e os ciclos da Astrologia Chinesa. Linha mais difundida na China, a Escola da Bússola avalia não só a casa e o terreno, como também os seus moradores. Por isso, esse método valoriza a interação das pessoas com suas casas e consideram os seres humanos como a energia mais importante do ambiente.

A Escola do Chapéu Negro

Fundada pelo mestre budista Lin Yun, a Escola do Chapéu Negro é a mais conhecida no Ocidente. Yun desenvolveu uma forma mais simples de aplicar o ba-guá, a figura geométrica de oito lados que relaciona os ambientes às áreas da vida. Ele é aplicado na planta da casa, com o guá do trabalho sempre alinhado à porta de entrada.

Cada guá está relacionado a um dos cinco elementos e por isso, se um determinado elemento estiver ausente em seu guá, isso poderá provocar o desequilíbrio de chi, resultando em efeitos negativos. Para os chineses, a casa é a projeção de nós mesmos. Portanto, de acordo com a tradição oriental, se você equilibrar seu lar, vai harmonizar também a sua vida.

Fonte: Triada

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