A lua por testemunha

Alessandra Quedi 16 de abril de 2008 0


Mais uma vez é madrugada.

Os maus sonhos, o acúmulo de problemas em nossas vidas, não me permitem um sono tranqüilo.
Levanto-me e vou para a janela.

A brisa fresca, o céu estrelado e o silêncio da noite, contrastam com o burburinho de pensamentos e soluções impossíveis que martelam meus pensamentos.

Mil são as questões, milhões são as respostas, mas todas esbarram no mesmo obstáculo. A solução não está em nós, não depende de nós.

Uma vida inteira, nossa vida inteira, inusitadamente, depende agora de outras pessoas. Decisões que podem mudar o rumo de tudo, que mais dia, menos dia virão, mas que, enquanto não acontecem, me tiram a tranqüilidade, não me deixam dormir em paz.

A luz da lua cheia através da janela faz com que minha sombra, atrás de mim, num movimento que faço, me assuste. Bruscamente me viro. Não há nada, foi apenas reflexo da tensão em que tenho vivido.

Neste momento, de frente para a cama é que a vejo deitada, dormindo.

Consigo vislumbrar a perfeição de seu corpo iluminado pela luz tênue da lua. Apesar da idade, ainda é um corpo bonito, ainda mantém firmeza da juventude.

Em silêncio me aproximo e a observo mais detalhadamente.

Alguns fios de cabelos brancos, alguns traços do tempo, outros das amarguras causadas pelos tempos difíceis, mas nada disso diminuiu sua beleza. Pelo contrário, fez de você uma mulher madura extremamente desejável.

A luz da lua, em sua camisola semitransparente me permite claramente ver os contornos de seu corpo, suas curvas, seus seios, suas ancas. Vejo perfeitamente o corpo que por anos esteve e ainda está a meu lado.

É impossível resistir. Ajoelho-me ao lado da cama, aproximo minhas mãos e, sem toca-la, quase tocando, faço um movimento como que desenhando seus contornos. Como uma carícia, sem tocar seu corpo eu o percorro por inteiro; sua cabeça, seu rosto, seu pescoço, seus seios, seus braços, barriga, ventre, suas coxas, assim vou até seus pés.

Minhas mãos estão trêmulas, é uma luta pelo desejo cada vez maior de toca-la e o medo de acorda-la. Sei o quanto tem sofrido por tudo o que estamos passando. Sei também que umas horas de sono tranqüilo têm sido raras em nossas vidas.

Você é tão linda, tão desejável! Ainda a sinto assim, linda e desejável!

Aqueles instantes em que me aproximei e quase a toquei me teria sido o bastante se, ao acaso, num movimento em que virou seu corpo, a camisola não se abrisse e não colocasse um de seus seios a mostra. Foi demais para a dúvida que já me assolava.

Pensei em não acorda-la, apenas um beijo, um carinho, um afago.

Levemente a toco. Nenhum movimento. Toco novamente. Você não se mexe.

Me torno atrevido. Invadido pelo desejo aproximo minha boca e beijo seu seio. Você apenas faz um pequeno movimento e o arqueia mais ainda. Minha boca sedenta de amor busca mais, minha língua passa a explorar aquela elevação deliciosa que é seu peito. Me dá tanto prazer e desejo! Já não penso mais se a acordará ou não. O desejo é maior que a razão.

Com um leve gemido você acorda. Já tomada da mesma vontade que domina meu instinto. Naquele instante a fêmea é despertada.

Segura minha cabeça, puxa-a contra seu peito, me força a sugar com mais ímpeto, com mais gana.

Eu, ainda ajoelhado ao lado da cama, buscoi abrir toda sua camisola e expor seu outro seio. Você, aceita a proposta silenciosa e instintivamente o oferece a meus lábios. Assim permanecemos por longo tempo. Alternando de um montinho para o outro, aumentando sempre mais o prazer e o desejo do que viria.

Na medida em que toco, dou lambidas, sugo um de seus seios com a boca, o outro é acariciado, massageado bolinado com a mão e as pontas dos
dedos.

Cumplicidade nos desejos, eu querendo cada vez mais aqueles seios doces, prazerosos e você tendo de mim o prazer que estes movimentos sempre lhe causaram.

Alternando os movimentos, de passadas suaves de língua, para chupadas mais fortes até movimentos mais brutos, incluindo algumas mordidas. Estas, até certo ponto doloridas. Logo a seguir, se tornavam novamente leves. A cada mudança você arqueia seu corpo mostrando o quanto de prazer sente.

Porém já não é o bastante, queremos mais. Ainda ajoelhado, viro seu corpo e suas pernas pendem da cama em direção a chão.

Sua camisola, agora totalmente aberta, sob a luz da lua na janela, me deixa ver sua calcinha transparente. Seus pelos pubianos formam uma mancha escura no branco da sua peça mais íntima. Puxo-a para baixo e você, em movimentos laterais para me ajudar, faz com que aumente minha vontade de beijar, sugar, chupar sua carne mais desejada.

Ajeita-se na beirada da cama chegando para frente o mais possível. A posição expõe o montículo de pelos que fica o mais elevado possível. Não resisto e esfrego neles o meu rosto. A proximidade me faz sentir seu cheiro de fêmea no cio, me faz conhecer novamente seu desejo de mulher.

Passo a lamber seu ventre e ali, propositadamente, me detenho por alguns instantes. Parece uma espécie de tortura, mas visa apenas aumentar seu desejo. Enquanto permaneço assim, suas mãos tocam seus próprios seios, acariciam, apertam… seu corpo se contorce alucinadamente.

Desejo, que aumentando mais, a faz com que empurre minha cabeça para baixo.

Inicialmente, abocanho seu montinho elevado, sua “testinha”. Uma mordida que a faz gemer!

Seu clitóris intumescido é um desafio à minha língua e trava-se ali uma batalha maravilhosamente excitante!

Aos poucos, minha língua foi introduz-se em seu íntimo e quando mais penetra, mais você se arqueia. Os movimentos de língua vão aumentando e os movimentos de seu corpo correspondendo. Você chega ao ponto de tirar os pés do chão e coloca-los sobre meus ombros. Totalmente exposta, totalmente aberta, entregue ao prazer.

Seus gemidos vão aumentando, seus movimentos se acelerando. Mais, mais, mais, não pára, mais… Sua voz rouca e enlouquecida pede mais!

Um grito surdo, um urro rouco, uma espécie de uivo, um gemido longo, uma mistura de tudo isso ao mesmo tempo e seu orgasmo… múltiplos orgasmos.

Suas pernas caem, seu corpo para de se arquear, seus movimentos cessam. Apenas sua respiração faz seu peito movimentar-se rapidamente. As batidas de seu coração são quase que audíveis externamente.

Você volta a sua posição normal na cama e me puxa para deitar a seu lado. Alguns momentos e sua respiração volta ao normal. Não nos falamos, deixamos que aqueles instantes falem por si.

Tão logo recuperada você me beija. Foi um beijo doce, suave. Tão suave que acredito que irá vira-se e retomar seu sono. Engano meu, doce e maravilhoso engano. Sua boca vai descendo passando por meu peito sem camisa, até atingir meus mamilos.

Durinhos e arrepiados eu os entrego à sua língua. Ai! Estas mordidas me matam!

Você sempre gostou de fazer isso, morder meus mamilos.

Meu desejo, que apenas pela luz da lua ao bater em seu corpo já era grande, naquele instante não se agüenta mais. Sua mão passa por baixo do elástico do meu velho e preferido short. Logo encontrou o tamanho do meu desejo.

Algumas massagens, leves apertões e, nem sei como, já não tenho roupa sobre o corpo.

Seguro por sua mão, firme, sem possibilidade de fuga, sou presa fácil para seus dentes.

Mordisca, lambe, suga, toma-o todo como se fosse a dona. Faz de mim totalmente entregue a suas travessuras.

Eu, largado, transtornado, alucinado, totalmente perdido em suas carícias me limito a gemer e querer mais.

Vou chegando ao êxtase e peço
que pare… não, agora não!

Você não tem piedade, num movimento rápido, sobe sobre meu corpo colocando-me inteiramente dentro do seu. Transforma-me eu uma montaria perfeita, nus em pelo, cavalga-me até o cume do monte do prazer. Leva-me às alturas, e lá, me dá o maior momento de um casal. O prazer de ter e fazer amor.

Naquele resto de madrugada, não há mais problema, não há mais burburinho, nada mais martela em minha cabeça.

Deitados, abraçados, em silêncio, assim ficamos.

Pouco a pouco, inconscientemente, o sono nos leva para seu reino de tranqüilidade.

Como cúmplice a lua. Aquela que na sua luz, iluminou os meus caminhos até que reencontrar o seu amor.

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