Especial de Natal 2008

Alessandra Quedi 28 de dezembro de 2008 0

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Origem do termo

Do latim natális, derivada do verbo nascor, nascéris, natus sum, nasci, significando nascer, ser posto no mundo. Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas:

Italiano: Natale
Francês: Noel
Catalão: Nadal
Espanhol: Natal
Português: Natal

Em inglês, a palavra que designa o Natal “Christmas”, provém das palavras latinas Cristes Maesse, significando em inglês Christ’s Mass, missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

De natális deriva também natureza, o somatório das forças ativas em todo o universo.

Aspectos históricos ………

No ano 245 D.C., o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Jesus “como se fosse um Faraó”. Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 D.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se o seu nascimento em 7 de janeiro, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa “manifestação”). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 D.C..

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como “o sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) revelam a fé da Igreja naquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “Cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

 

O ponto de vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.

 

Símbolos e tradições do Natal

Árvore de Natal

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Presépio

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O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém. De acordo com a mesma fonte, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, dias mais tarde, por magos (ou reis) vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra ao recém-nascido.

Segundo a história, estes acontecimentos ocorreram no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus.

Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567, a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.

 

Decorações natalícias

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prêmio.

 

Amigo secreto ou oculto

Acredita-se que a brincadeira venha dos povos nórdicos. Porém, é também uma brincadeira de costumes e tradições de povos pagãos.
A brincadeira ocorre da seguinte forma:
Cada participante tira um papel com o nome de outro participante, e não deve contar a ninguém quem é. No dia da brincadeira, através de dicas, os outros tentam adivinhar, quem é. Quando isso ocorre, há troca de presentes. Quem recebe o presente é o próximo que dá as dicas, e assim sucessivamente.

 

A estrela de Belém

A Estrela de Belém foi uma estrela ou um objecto similar que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e guiou os Três Reis Magos até ao local onde este se encontrava.

Registros demonstram que era uma prática entre astrólogos da antiguidade interpretar fenômenos astronômicos como anúncio do nascimento de reis. Existem várias teorias entre os biblistas sobre a natureza deste estrela. Contudo é consenso que sua aparição alude à estrela de Jacó (Nm 14,17) que foi profetizada por Balãao.

Após o nascimento de Jesus em Belém, chegaram do Oriente à Jerusalém magos que perguntavam:

Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus?

Pois do Oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. (Mateus 2:1-2) A sua estrela não era uma estrela comum, visto que seguia um percurso invulgar de Oriente para Ocidente, sempre adiante dos magos. Seria um ponto luminoso que ao observador comum se pareceria uma estrela, e permitiria ao Rei Herodes achar o futuro Rei dos Judeus. Primeiramente, conduziu os magos até Jerusalém, e dai, à presença do Rei Herodes. Somente depois, a estrela conduziu-os de Jerusalém até Belém, e uma vez chegados a Belém, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Não é possível determinar em absoluto o que era essa estrela.

 

Visita dos magos

Os magos, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que teria sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3º Século escreveu que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: “Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.”

Em vez disso, os magos eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados Sábios, e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilonia, mas não podemos descartar a Pérsia. São Justino, no 2º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canônicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apôcrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

Outro fator muito importante tem haver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilonia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenomenos celestes que ocorriam.

Saudação “Feliz Natal” em várias línguas

• Albanês: Gezur Krislinjden
• Alemão: Frohe Weihnachten
• Armênio: Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
• Bretão: Nedeleg laouen
• Catalão: Bon Nadal
• Coreano: Chuk Sung Tan
• Croato: Čestit Božić
• Espanhol: Feliz Navidad
• Esperanto: Gajan Kristnaskon
• Finlandês: Hyvää joulua
• Francês: Joyeux Noël
• Grego: Kala Christougena
• Magyar: Kellemes Karácsonyt
• Inglês: Merry Christmas
• Italiano: Buon Natale
• Japonês: メリー・クリスマス Merii Kurisumasu (modificação de merry xmas)
• Mandarim: Kung His Hsin Nien
• Norueguês: God Jul
Occitan: Buon Nadal
• Polaco: Wesołych Świąt Bożego Narodzenia
• Português: Feliz Natal
• Romeno: Crăciun fericit
• Russo: С Праздником Рождества Христова S prazdnikom Rozhdestva Khristova
• Tcheco: Klidné prožití Vánoc
• Sueco: God Jul
• Ucraniano: Srozhdestvom Kristovym

 

Papai Noel

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O personagem Papai Noel (português brasileiro) ou Pai Natal (português europeu) foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.

 

Nome do Papai Noel em vários países

• Brasil: Papai Noel
• Alemanha: Nikolaus (ou Weihnachtsmann – literalmente, “homem do Natal”)
• Chile: Viejito Pascuero
• Dinamarca: Julemanden
• Espanha, Argentina, Colômbia, Paraguai , Peru e Uruguai: Papá Noel
• Estados Unidos: Santa Claus
• Finlândia: Joulupukki
• França: Père Noël
• Inglaterra: Santa Claus
• Itália: Babbo Natale
• Países Baixos: Kerstman (literalmente, “homem do Natal”) ou Sinterklaas
• Portugal: Pai Natal
• México: Santa Claus
• Porto Rico: Santa Claus (pronunciado como Santa Clo’, devido ao spanglish)
• República Dominicana: Santa Claus (pronunciado como Santa Clo ou, às vezes, Santi Clo)
• Rússia: Ded Moroz
• Suecia: Jultomte
• Macedónio: Dedo Mraz

 

Fonte: www.cpturbo.org

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