Não recebi proteção nem segurança, diz aluna xingada

Alessandra Quedi 15 de novembro de 2009 3

geise

Pessoal o que vocês dizem sobre a aluna Geyse?

As imagens são de um protesto de universitários de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

As cenas, do dia 2 de abril deste ano, estão na internet. Na rua em frente à faculdade, a estudante que dirigia este carro tenta ir embora.

Na tentativa de se livrar dos cones jogados pelos manifestantes, a motorista para e dá marcha ré.

Começa a violência. A estudante do primeiro ano de educação física é agredida.

O Fantástico localizou a vítima, no litoral paulista. Ela conta que teve hematomas e ferimentos perto do olho.

Diz que não participou da manifestação porque tinha que cuidar da filha doente.

Agora, os vídeos são recentes, do dia 22 de outubro.

Dentro da mesma universidade particular, uma aluna do primeiro ano de turismo é xingada e humilhada.

Geysi arruda, de 20 anos, usa este vestido cor de rosa. Para a multidão de estudantes, a roupa era curta demais.

Repórter: Como é que você vê isso? É meio parecido com o que você sofreu?

– Muito parecido. a falta de amizade com a outra pessoa porque todos estão ali pra poder estudar, pra poder aprender.

A equipe de reportagem do Fantástico foi a única a ter autorização pra entrar na universidade, que tem 12 mil alunos.

O tumulto envolvendo Geysi arruda começou quando ela subiu esta rampa.

Ao entrar na sala de aula, a confusão diminuiu… Mas, por pouco tempo.

Quando a jovem foi ao banheiro, os estudantes voltaram a agir com hostilidade.

No meio do tumulto, Geysi deixou o banheiro cercada pelos alunos e voltou aqui pra sala de aula, acompanhada de um professor e de um coordenador da universidade. os dois deram a ela seus jalecos. a moça vestiu e em seguida foi escoltada por policiais militares até sua casa, em diadema.

Geysi – que diz não ter namorado – trabalha há quase dois anos neste mercadinho, perto da casa dela, a cerca de 10 quilômetros da faculdade.

“Eu não recebi a proteção nem segurança necessária de uma aluna da faculdade. pelo contrario. Eu preciso que alguém se responsabilize por isso,” diz Geysi.

Glorinha kalil, a consultora de moda do Fantástico, fez questão de comentar o assunto.

“Quando a gente põe uma roupa errada, a roupa que não combinou com o lugar que a gente foi, a gente acaba sendo lida de uma maneira que não era a que a gente gostaria. Foi o que aconteceu aqui. Olha, nada, mas nada mesmo, justifica a agressão que essa moça sofreu,” diz Glorinha.

Esse alunos podem ser expulsos da faculdade?

“No momento, eu não estou enxergando esse nível ou essa proporção. O que a comissão de sindicância está apurando até agora é que o incidente foi extremamente localizado,” conta o Vice-reitor da Uniban, Ellis Wayne Brown.

Sobre a agressão sofrida pela estudante de educação física, mostrada no início da reportagem, a universidade argumenta:

“Toda vez que se instala um campus. A primeira coisa que aparece é um monte de barzinho em volta. Há uma movimentação muito intensa e a maior parte não é ação dos alunos”.

Geysi Arruda diz que pretende continuar o curso de turismo em breve.

Já a moça que sofreu as agressões físicas, tem depressão e faz tratamento psicológico e não pensa em voltar a estudar tão cedo.

“Eu esperava sair uma profissional boa, que pudesse concorrer com outras pessoas no mercado de trabalho. Foi muito frustrante,” diz a estudante.

Fonte: http://fantastico.globo.com

3 Comentários »

  1. renilda 19 de novembro de 2009 at 13:05 - Responder

    favor se quiser desconsidere e-mail anterior, foi só um desabafo…obrigado….

  2. renilda 19 de novembro de 2009 at 12:58 - Responder

    que coisa feia, isso que fizeram, mais feio ainda é alunos da faculdade dizerem que apoia a faculdade e não a moça. sou cristã, minhas roupas são bem comportadas, inclusive mas parece com este vestido dela, um pouco mais comprido, o problema é que não é qualquer uma com um vestido deste que chamaria a atenção, afinal ela tem cochas grossas… se fosse uma magrela de pernas finas, ninguém tinha falado nada.que espécie de futuros profissionais, políticos,etc. estamos formando? é tudo hipocrisia, tenho 3 filhos homens, ensino-os a respeitarem a todos, e a todas as opiniões, religiões, gostos, usos… se eles estudassem nessa faculdade junto com estes frustados, eu garanto que eles não gostariam de ficar mais lá…teriam vergonha, essa é a opinião de todos aqui em casa. se ela é ou não garota de programa? e daí, nos classificados o que mais tem são garotas de programas universitárias. inclusive será que não tem muitas desta mesma faculdade e que saem com esses garanhões? será que não conseguiram pagar o programa desta moça? ou ela não é pra isso então ficaram indignados, procurando queimar o filme dela, afinal é o pai quem paga a faculdade, parece ter sido bem criada.não estou acusando ninguém, é só pra pensar.pazzzzzz.

  3. José Luiz 17 de novembro de 2009 at 11:40 - Responder

    Acompanhei esse caso pela TV… sinceramente achei estranho o comportamento dos estudantes universitários que agrediram verbalmente a moça com o vestido sumário. Num país chamado Brasil onde a quase nudez é tolerada em diversas situações e instâncias – onde é comum pessoas transitarem por diversos locais e logradouros públicos, incluindo escolas, com roupas decotadas mostrando quase tudo, e saias ou vestidos bem curtos… não consegui entender a reação daquilo que denominei com os adjetivos “horda” e “turba” estudantil. A única vítima é somente a moça agredida, ela deve manter o processo contra a Universidade e seus agressores – o vestidinho rosa dela até poderia estar inadequado para o ambiente estudantil, mas a ninguém é dado o direito de comportamento hostil a agressivo determinando normas de moral a outrem quando não se enxergam a si mesmos no respeito a liberdade ao direito de ir e vir de qualquer cidadão brasileiro e de expressar-se em paz, ainda que usando vestido curto.

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